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VALDYR CEZAR DA CHÁCARA O CIRCO


VALDYR CEZAR E A ESPOSA MARINA



MINHA CIDADE, MINHA VIDA


VALDYR CEZAR, 51 ANOS DE VIDA PÚBLICA E UMA CHÁCARA QUE É A ALEGRIA DE MARÍLIA


Talvez muita gente desconheça, mas parte da história de Marília está ligada à chácara O Circo, uma nobre área na rua Santa Helena (zona leste), onde há 39 anos se pratica o futebol society em conjunto com atividades sócioculturais. O local já foi palco de inúmeras reuniões políticas que mexeram um pouco no destino da cidade, como, por exemplo, o rompimento do então prefeito Theobaldo de Oliveira Lyrio com seu predecessor, Pedro Sola. A chácara também tem trajetória recheada de fatos interessantes e gaba-se de ter recepcionado diversas personalidades, desde governadores, passando por músicos como o consagrado cearense Raimundo Fagner, até o mais famoso meio-de-campo do futebol brasileiro, Dudu e Ademir da Guia. Na semana passada, o presidente do Conselho Técnico e Consultivo da Emdurb, Valdyr Cezar , discorreu sobre 51 anos de vida pública, além de abordar sua ascendência e o currículo de uma chácara que hoje é conhecida em vários lugares do país.


Valdyr Cezar é a tradução de uma pessoa serena, atenciosa, solícita, criativa, religiosa e por que não dizer, romântica. Afinal, no convite em que anunciava suas bodas de prata, fez questão de se declarar publicamente à esposa: “Uma dívida de 25 anos é muito grande e com juros e tudo, como eu vou pagar? Há 25 anos que você me faz o homem mais feliz deste planeta. Vamos fazer o seguinte, fique mais uns 50 anos comigo que no fim eu pago tudo, tá? Do cara de sorte chamado Valdyr”. Quem o conhece sabe que esse cidadão repleto de predicados, esconde um temperamento impetuoso capaz de enrubescer qualquer ser humano num campo de futebol ou até mesmo numa procissão de Corpus Christi. Essa transformação exacerbada, não poupa, em hipótese alguma, aqueles que relegam o respeito e a solidariedade. Pode ser que essa disciplina militar, literalmente, seja a responsável por uma vida pautada pelo êxito no campo profissional e, sobretudo, nos incontáveis eventos da chácara. Ou alguém acredita que é fácil comandar 100 marmanjos no quintal da própria casa por quase 40 anos?


Filho do saudoso Pompeo Cezar (foi lavrador, lustrador de móveis e antiquário) e da dona-de-casa Yolanda Fontana Cezar, sitiantes que migraram da região de Ribeirão Preto para Marília em 1934, Valdyr Cezar, 71 anos, subiu ao altar com Marina Betti em 8 de julho de 1961. Tem dois filhos casados (as duas noras se chamam Alessandra) que hoje residem em São Paulo: César Augusto, engenheiro químico formado pela USP e Alessandro Carlo, engenheiro mecânico diplomado pelo Mackenzie, pai de Mariana, 5 anos, uma das paixões do avô coruja. Valdyr, que tem dois irmãos (Antônio e Ivone), nasceu em Marília no dia 3 de julho de 1937, na rua Mato Grosso, mais precisamente entre a Independência e Sargento Ananias. Carrega na bagagem diplomas de professor pelo extinto Colégio Magalhães e de Técnico em Edificações pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura). Além da função na Emdurb, responde pela Delegacia Regional do SINTEC (Sindicato dos Técnicos Indústrias de Nível Médio do Estado de São Paulo) e preside o CAED (Conselho Administrativo Econômico Diocesano). Entre uma série de homenagens recebidas, duas, no ano 2000, foram muito expressivas: o título de Cidadão Benemérito e o “Prêmio Máster” pelo loteamento “Swiss Park” (condomínio fechado), que lhe rendeu uma sessão solene na Câmara de São Bernardo do Campo. *


Diário de Marília - Como o senhor conheceu sua esposa?

Valdyr Cezar – Fiquei apaixonado por aquela moça que era a cestinha dos jogos de basquete, defendendo as cores dos colégios Sagrado Coração de Jesus e Magalhães. Daí para o namoro não demorou muito. Mas o namoro era complicado: rigidez no horário (18h30 às 22h) e sempre alguém acompanhando, segurando vela. Pegar na mão da namorada era um trunfo.


Diário - E quais eram as opções de lazer da época?

Valdyr – As paqueras eram através do footing, na avenida Sampaio Vidal e praça Maria Isabel. O pessoal também se concentrava nos cines São Luiz e Marília, nas chamadas domingueiras dos Alfaiates e do Yara Clube, nas quermesses e parques de diversão. Os homens jogavam muito futebol de várzea e frequentavam os bilhares do centro. E, é claro, que muitos picavam o cartão na zona do meretrício (rua Bonfim, entre a dom Pedro e Campos Sales), Beco do Mijo, Bico do Pavão, Casa da Turca e boate Guarani. A vantagem é que todos os locais eram próximos.


Diário - Quando foi seu ingresso na vida pública?

Valdyr - Foi na Prefeitura em 25 de janeiro de 1957, no começo da administração de Miguel Argolo Ferrão. Depois de 51 anos ainda estou no mesmo lugar, desempenhando minhas funções nas áreas de engenharia e planejamento. Aposentadoria? Só no papel, pois tenho recebido o reconhecimento dos prefeitos e acredito estar prestando um bom serviço para o desenvolvimento da cidade.


Diário - Sua competência é inegável, porque trabalhou com muitos chefes do Executivo. Mas o senhor chegou a fazer o tipo bajulador?

Valdyr - Em hipótese alguma, porque, se fosse um puxa-saco, o prefeito eleito não me aceitaria. Em todo esse tempo sempre desci as escadas da Prefeitura, nunca as subi com nenhum deles.

Diário - O senhor chegou a “peitá-los” alguma vez?

Valdyr - Peitar não é bem o termo adequado. O subalterno tem que respeitar o chefe e cumprir com suas obrigações. No meu caso, evidente que surgem polêmicas, porque lido com projetos e suas execuções. Peitar não, mas as divergências são inevitáveis até hoje. E nessas discordâncias profissionais o respeito sempre foi recíproco.


Diário - Qual prefeito executou mais obras na cidade?

Valdyr - Essa análise é complexa, porque a cada novo prefeito, novos são os desafios. No tempo do Argolo e do Tatá, o trabalho era voltado para a zona rural, que ocupava 60% da Administração. Já com o Biava veio a questão da água, com a captação do rio do Peixe. Tatá voltou pela segunda vez e deu continuidade a essa benfeitoria. Pedro Sola procurou melhorar a “autoestima” da cidade, embelezando-a. Criou as cores azul e branca, investiu bastante na publicidade, com toda a alegria do povo, que respirava futebol em virtude do bom desempenho do Mac. Pode-se dizer que até a época do Pedro Sola os prefeitos eram num certo ponto imaturos, inexperientes. Depois a expansão da cidade, sobretudo com distritos industriais, exigiu muito da parte técnica, de profissionais capacitados para tentar se conseguir um planejamento ideal. É bom lembrar que em uma Administração você não pode determinar o que é bom ou ruim em uma pessoa. Quando se entra na Prefeitura, uma vida, que até então era normal, sofre transformações.


Diário - Por que o senhor não integrou a gestão do prefeito Salomão Aukar?

Valdyr - É verdade, foi o único. Não sei o motivo e prefiro não abordar esse assunto.


Diário - Qual o melhor secretariado que um prefeito já reuniu?

Valdyr - Todos os prefeitos sempre reuniram bons assessores no primeiro escalão. O problema não está aí. Acontece que nessas pastas há muitos cargos, que, infelizmente, através de uma política inaceitável, são preenchidos por pessoas leigas, quando deveriam ser lotados por pessoas técnicas. Se não for assim, a coisa não anda.


Diário - De quais obras participou?

Valdyr - Foram muitas, boas e ruins, mas posso citar a retirada da zona do meretrício da rua Bonfim, em 1959; mudança de local da Prefeitura e da Câmara, em 1960; captação das águas do Peixe, Represa do Norte e Barragem Santa Carolina (1963), até os recentes poços profundos e Arrependido, além da “concretagem” das arquibancadas do Abreuzão, em 1961. No mesmo ano participei da primeira pavimentação asfáltica e da implantação de galeria pluviais da Sampaio Vidal, além da praça Maria Isabel, cuja fonte era iluminada e sonora. Também foi marcante a construção em 1963 do então estádio varzeano “Nelson Cabrini”, que levou o apelido de Mineirão porque o prefeito Biava era mineiro. Em 1961, eu trouxe para Marília a 1ª Feira Industrial.


Diário - Por que a zona do meretrício saiu da rua Bonfim?

Valdyr - Por causa do crescimento da cidade. Chegou um tempo em que ela já estava na região central de Marília. Então, o prefeito Argolo, o delegado Severino e eu, conseguimos instalá-la num loteamento novo na rua Amador Bueno, anexo ao cemitério. Nunca recebemos tantos aplausos.


Diário - Fale do impasse que ocorreu na construção do novo Fórum da cidade.

Valdyr - Isso se deu no governo do Pedro Sola. O terreno nosso não era adequado, no entendimento da secretaria de Obras do Estado, que, por isso, não queria autorizar a construção. Recordo-me que fui a São Paulo com o Sola e o deputado Doreto e na frente de vários engenheiros demonstrei que a obra era viável, provando então que eles estavam errados e eu estava certo. Não foi fácil para eles, profissionais renomados, engolir os argumentos de um simples técnico em edificação. E nós vencemos a parada.


Diário – Dizem que o senhor é uma das pessoas que mais conhecem os problemas Marília. A cidade tem hoje um crescimento normal? Falta planejamento?

Valdyr - A cidade desenvolve-se como as outras, entretanto, o planejamento precisa ser revisto, porque ele é de certa forma anacrônico. Isso cria alguns obstáculos na fluidez do progresso. Para a cidade melhorar, o Plano Diretor precisa ser aplicado na sua totalidade. Só para se ter uma ideia, temos um hoje um déficit habitacional de 12 mil moradias. Você sabia que a cidade tem 5 mil favelados? Isso precisa ser solucionado com urgência, pois obstrui qualquer desenvolvimento.


Diário - O senhor também participou da trajetória esportiva da cidade?

Valdyr - Fui dirigente do clube amador Real Mariliense de 1954 a 1968. Também integrei a comissão organizadora dos Jogos Abertos do Interior, na única vez que essa competição veio para Marília, em 1962. Compus a diretoria do São Bento e posteriormente a do Mac, aquela que fez o time subir para elite paulista em 1971.


Diário - Que análise o senhor faz do Mac? Naquela época havia muito apoio?

Valdyr – Futebol no interior vai ser sempre tocado com muitas dificuldades, e no meu tempo não era diferente. O torcedor mariliense deve dar graças a Deus por ter aparecido o jovem empresário Luiz Antônio Duarte Ferreira, o Cai-Cai, e colocar o time onde ele está, conhecido em todo país.


Diário - O senhor é o precursor do futebol society e proprietário da chácara mais famosa de Marília. Como esse “circo” foi armado?

Valdyr - Em 1969, no campinho da minha casa, o pessoal já gostava de jogar bola, fazer churrasco e era uma verdadeira gozação entre todo mundo. Até que resolvemos levar a sério a brincadeira e a chácara passou a ser chamada de Recanto do Circo. Depois de muito tempo, meu vizinho Alvino Stroppa construiu seu campo e nós o denominamos de “5 Arkos”. Até hoje o nosso campeonato é disputado um semestre em cada local.


Diário - E o Recanto do Circo também foi projetado para realizar atividades sociais?

Valdyr - Perfeitamente, tanto é que logo depois, a chácara, com seus inúmeros “palhaços”, participou da 1ª Feira da Fraternidade de Marília, que aconteceu no Abreuzão. E até hoje o auxílio às entidades assistenciais tem cadeira cativa no nosso calendário.


Diário - O Circo também ganhou notoriedade por recepcionar políticos expressivos. Quem já passou por lá?

Valdyr - A lista é grande, mas posso citar os ex-governadores Paulo Egídio Martins, Paulo Maluf, José Maria Marin, Orestes Quércia, além de vários secretários de estado e até ministros.


Diário - A chácara foi decisiva na conquista de quais obras para Marília?

Valdyr - Quando esses políticos de cabeceira vinham a Marília, os prefeitos não os levavam para banquetes em restaurantes e clubes, como é normal no interior. Iam todos para a chácara, onde aconteciam reuniões políticas. Numa dessas vindas do Paulo Egídio, o então prefeito Theobaldo conseguiu o viaduto que liga a avenida Saudade ao Campus Universitário. Também saiu desses encontros verba para a construção da Nova Marília, viadutos do Pombo, Via-Expressa Sampaio Vidal e Teatro Municipal. Foram muitas conquistas, algumas vultosas, outras nem tanto. E todo esse pessoal sempre foi recepcionado com delicioso churrasco e muito samba. Certa vez a assessora de um governador quis saber quem era o tal de João Louco, que a turma falava tanto. O João ficou sabendo, foi ao banheiro, espumou a boca com pasta de dente e foi se apresentar à mulher. Acho que até hoje ela está correndo.


Diário - Um dos mais apaixonados pelo Circo era o ex-governador Marin. É verdade que ele vinha de jatinho para jogar bola?

Valdyr - É fato verídico. O Marin, que sempre jogou futebol, adorava a chácara. Mas não gostava de perder na bola de jeito nenhum. Então, o que ele fazia: trazia sempre com ele o jogador Oreco, ex-Corinthians, e mais uns dois boleiros. É claro que a gente perdia. Lembro-me uma vez que estourou uma greve dos metalúrgicos em São Paulo e o clima estava quente. Ele veio de manhã para Marília, de jatinho, participou de uma rodada de society e no começo da tarde já estava na capital para tentar conter o movimento sindicalista. Marin sempre vinha de avião, geralmente à noite, às escondidas. Somente a Polícia Militar e eu sabíamos. Se era certo ou não, fazer o quê? O cara estava colaborando com a cidade, era o governador do Estado, então eu o recebia com o tapete vermelho. Veja hoje esses ministros do Lula. Cada um não tem um jatinho à disposição, mas sim um Boeing. Viajam para qualquer lugar, na hora que quiserem, levando familiares, parentes e amigos e não dão satisfação pra ninguém.


Diário - Na chácara aconteceu o rompimento entre o prefeito Theobaldo e seu antecessor Pedro Sola?

Valdyr – Sim. Depois de eleito, Theobaldo começou a se reunir na chácara com seu futuro secretariado. A posse, em pleitos passados, só acontecia dia 15 de março, ou seja, quatro meses após a eleição. Sola era alijado desses encontros, o que o desgostou bastante. Ele queria participar da escolha dos futuros secretários, e vinculava aos quatro cantos, principalmente na imprensa, que a eleição de Theobaldo deu-se em razão do seu prestígio. E a gota d’água foi quando Theobaldo indicou seu irmão, José Lyrio, para a pasta do Planejamento. Num certo jantar na chácara, Sola demonstrava seu inconformismo com a indicação, e Theobaldo, irritado, deu um baita soco na mesa e bradou: agora quem manda sou eu!!! Foi necessária a intervenção de algumas pessoas para que os ânimos fossem acalmados e as agressões evitadas.


Diário - Quem mais provou do suculento churrasco da chácara?

Valdyr - Muitos músicos como o Fagner, Francisco Egídio, Roberto Luna, A Cor do Som, o tradicional Jazz Band, o grupo Brasileirinho, com Caçulinha, Altamiro Carrilho e João de Barro, o maestro Medalha, Tom Zé, além dos integrantes de circos que aportavam na cidade. Do futebol, muitos jogadores famosos e também a chamada grande imprensa paulistana, com Fiori Giglioti, Osmar Santos, Walter Silva e por aí vai. Mas, sem dúvida, não pelo fato de eu ser palmeirense, mas um dos orgulhos da chácara foi ter recebido a dupla Dudu e Ademir da Guia. Que saudade do bom futebol, que era jogado com amor à camisa. Hoje o que se vê é um enxame de mercenários que inflaciona o mercado esportivo.


Diário - Todos afirmam na cidade que a chácara é a salvação do carnaval mariliense. Como surgiu o bloco Bagunça do Circo?

Valdyr – Com o cancelamento do carnaval de rua em 1994. O Laerte Rojo Rosseto teve a iniciativa de a chácara montar um bloco e desfilar na Sampaio Vidal, sem maiores formalidades. Então alguns corajosos travestiram-se de mulher e fizeram um fuzuê na avenida. No ano seguinte a turma resolveu organizar a farra, com animação da Banda do Barreto (está com a gente há muitos anos), criando a Bagunça do Circo, interagindo esposas e filhos dos palhaços. Tanto é que na camiseta lançada todo ano está escrito: de pai para filho desde 1994. O ano que vem o bloco, que é aberto ao público em geral, será oficializado e vai receber verba do poder público para ser aperfeiçoado. Esperamos receber 3.000 foliões na avenida, pois deveremos ser tema de enredo de uma escola de samba.


Diário - E depois da Bagunça veio o carnaval temporão. Como foi isso?

Valdyr - Já faz sete anos. Foi com o declínio do carnaval de salão. Além da infestação de adolescentes, os conjuntos só tocavam pagode, axé e até rock. A gente não tinha vez. O Beto Pigozzi trouxe a ideia: um carnaval fora de época, para maiores de 18 anos e apenas com marchinhas. E o baile superou as expectativas, ficando conhecido como “Noite da Bagunça”, onde a venda das mesas e dos convites individuais esgota-se no mesmo dia.


Diário - E o pessoal não pede mais edições durante o ano?

Valdyr - Pede tanto que até incomoda. Porém, por enquanto, vai continuar sendo realizado no Tênis Clube em apenas uma noite. É igual o seu torneio Interchácaras, se você realizar duas vezes ao ano, ele morre. Porém, quero deixar claro que sempre sou mais um na chácara. Há uma diretoria, composta por várias comissões, que planeja as atividades minuciosamente. Também vale ressaltar que no início de todo ano acontece o “Torresmo à Milanesa”, um jantar festivo onde as camisetas dos nossos eventos são apresentadas à imprensa.


Diário - Dizem que o senhor tem um temperamento difícil. Seria essa a fórmula desses 39 anos de atividades ininterruptas da chácara?

Valdyr - Pode ser, mas minhas atitudes variam de acordo com o comportamento das pessoas. Não admito condutas reprováveis, em todos os sentidos. Prezo muito o respeito e a disciplina. Aqui somos uma família, temos um regulamento e tudo tem que pautar pelo companheirismo. Quem destoar, vai enfrentar um calabrês pra lá de genioso. É óbvio que em alguns casos a última palavra é minha do Alvino, pois tudo acontece em nossas residências.


Diário - Quais os critérios para a eleição do patrono?

Valdyr - Todos os anos, desde quando a chácara foi fundada, um patrono é escolhido. Levamos em conta o caráter da pessoa e seu procedimento na sociedade. Já chegamos até a propor: vamos homenagear esse cara logo senão ele morre. O importante é que todos os domingos, com a bênção de Deus, continuamos a nos reunir para o sagrado bate-bola, sem esquecer, no entanto, de auxiliar as famílias carentes.


Diário – Quando o senhor for ter um tête-à-tête com o homem lá em cima, a lona aqui embaixo vai continuar esticada?


Valdyr – Espero que sim, que os mais de 100 palhaços continuem com essa festa regada a futebol, diversão e filantropia.


Diário - Com qual mensagem o senhor finaliza essa entrevista?

Valdyr - Que só através das decisões arrojadas é que poderemos escrever o nome no painel dos feitos notáveis. Caso alguém pretenda realizar algo, que o faça, pois sempre encontrará o suporte Divino. E que nunca seja um hesitante, deixando-se levar por opiniões divergentes. Você deve criar a oportunidade e não aguardar que ela venha, senão será seu escravo eternamente. E nunca se esqueça: em tudo na vida, quando o medo de perder lhe passar pela cabeça, você já estará derrotado. 


Confira a relação (em ordem alfabética) dos patronos desses 39 anos da chácara O Circo: Adolfo Menezes de Mello, Alcides Matiuzzi, Angelino Doreto Campanari, Antônio Idevalder Costa (Totó), Antônio Maria Pupo Gimenez (Cocó), Antônio Mendes Filho, Benedito Sebastião Oliveira (Dito Bola), Pereirinha (Cinqüentenário de Marília), Elpídio Benedito Coneglian, Idilei Gavassi (Bilica), Francisco Manoel Giaxa, Gilberto Pastori, Gilton Gallo (Procópio), João Dal Monte Júnior (Zinho), João de Almeida (João Louco), João Gonçalves (atual), José Diniz (Mineiro), José Ribamar Mota Teixeira (Ribinha), José Roberto Silva (Cavalete), Joviro Gati Magnani, Juan Arquer Rúbio, Laerte Rojo Rosseto, Laurindo Morelli, Lázaro Ramos Novaes, Leandro Presumido, Lélio Carli Batista, Márcio Mesquita Serva, Martinho Ferreira, Milton Boer, Nelson Menezes, Orlando Scalco, Pompeo Cezar, Rubens Brambilla, Rubens Ramos (Coca), Santo Barion, Sebastião Barreto, Valdemar Pereira (Nhô Constâncio), Valdir Silveira Mello, Valdyr Cezar/Marina.

Homenageados com o Torneio Início: Alvino Stroppa, Djalma Oioli, Ivani Muniz de Assis , João Magosso, Paulo Silveira Mello e Valter Pereira Rosseto (Vatinho).

Ex-Presidentes: Joarez Guimarães Teixeira, João Gonçalves e Adílson Magosso. Atual: Joviro Gatti Magnani.


FRASES DE EFEITO:


“Sempre desci as escadas da Prefeitura, nunca as subi com nenhum prefeito”


“Em uma Administração você não pode determinar o que é bom ou ruim em uma pessoa. Quando se entra na Prefeitura, uma vida, que então era normal, se transforma”


“Cargo em comissão necessita de pessoal técnico”


“O Plano Diretor deveria ser aplicado na sua totalidade”


“A cidade precisa com urgência de 12 mil moradias”


“Graças a Deus que apareceu o Cai-Cai na vida do Mac”


“Só eu e a PM sabíamos das escapadas do Marin”


“Certos eventos, se você promovê-los mais de uma vez por ano, ele acaba”


“As minhas atitudes variam de acordo com o comportamento do próximo”


“A chácara é uma família que respira um regulamento”


(ENTREVISTA PUBLICADA EM 2008 NO JORNAL DIÁRIO DE MARÍLIA (jornalista Vadinho Doreto)

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