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CARNÁ BRASILEIRO 2

Atualizado: há 4 dias



GALO DA MADRUGADA (PE)






O GALO DA MADRUGADA é um tradicional bloco carnavalesco, considerado o maior do mundo, que desfila durante o carnaval do Recife, saindo no sábado de carnaval e marcando a abertura do mesmo. Desde o seu desfile inaugural, o Galo, como também é conhecido, ganhou enorme adesão de foliões desfile após desfile, e desde 1994, passou a ser considerado o maior bloco de carnaval do mundo, segundo o Guinness Book. Todo ano, dezenas de trios elétricos, arrastam os foliões da capital pernambucana.

A cada desfile, o Galo costuma levar às ruas dos bairros centrais do Recife, mais de dois milhões de foliões O seu percurso de cerca de 6 quilômetros, começa próximo ao Forte das Cinco Pontas e termina junto à Rua do Sol, onde bem perto de lá, na Ponte Duarte Coelho, todo ano é montado um galo gigante, que tornou-se símbolo do carnaval de Pernambuco.

O Galo da Madrugada inspirou a criação de outros blocos pelo Brasil e em também outros países, a exemplo do Pinto da Madrugada, em Maceió, Sapo da Madrugada, no Amazonas, o Galinho de Brasília, na capital do Brasil e o Galo na Neve, no Canadá, além disso, o ano de 2020 marcou a estreia do Bloco do Galo da Madrugada também na cidade de São Paulo.

Segundo Enéas Freire, fundador do Galo, o nome do bloco originou-se do fato de que seus organizadores viravam a noite trabalhando para poder colocar o bloco na rua no dia seguinte, sendo assim, na madrugada, eles estavam acordados e prontos para o desfile.

 




CORDÃO DA BOLA PRETA (RJ)






O CORDÃO DA BOLA PRETA (ou simplesmente Bola Preta), fundado em 1918, é o mais antigo bloco de carnaval do Rio de Janeiro, um dos mais antigos do país e último representante remanescente dos antigos Cordões Carnavalescos que existiam no Rio de Janeiro no início do século XX.

O Bola Preta desfila tradicionalmente todo sábado de carnaval na Avenida Rio Branco no centro do Rio de Janeiro, começando por volta das 9h da manhã, até às 14h. O bloco também sai na sexta-feira imediatamente anterior à abertura do carnaval, no mesmo local.

Suas cores são o Branco e o Preto, e o uniforme oficial é qualquer roupa branca com bolinhas pretas. Muita gente vai fantasiada e até monta alas.

O bloco possui uma marchinha muito conhecida, a Marcha do Cordão da Bola Preta, famosa pelo verso "quem não chora, não mama", e composta por Nelson Barbosa e Vicente Paiva, conhecido músico brasileiro, que faleceu em 1964. É considerado o hino da agremiação. Os desfiles do bloco são abertos com esta marchinha e encerrados com a não menos famosa música Cidade Maravilhosa. O músico Jacob do Bandolim também compôs uma música em homenagem ao bloco. No caso, um choro: "Bola Preta", gravado pela primeira vez em 1954 pelo próprio Jacob ao bandolim. Se autointitula "o maior bloco de carnaval do mundo", o que cria uma intensa rivalidade entre este e o bloco pernambucano Galo da Madrugada, que desfila pelas ruas de Recife.  Em 2012, o bloco carioca teria reunido cerca de 2,5 milhões de foliões, superando o rival recifense, segundo estimativas da própria do próprio Bloco. Por outro lado, o recorde anunciado nunca foi confirmado por fontes oficiais e não consta no Guinness World Records, título este pertencente ao bloco Galo da Madrugada permanecendo a rivalidade saudável já que o Bola Preta desfilou em 2017 com pouco menos de 1,3 milhão de foliões  e o galo da madrugada com mais de 2,5 milhões.




BLOCO EVA (BA)







O Bloco Eva foi oficialmente lançado em 1981, após um grupo de 11 amigos decidirem criar um bloco de carnaval. Nesse mesmo ano o bloco já desfilou seu primeiro carnaval com um trio elétrico próprio, uma coisa que só os blocos mais famosos tinham no momento.

O circuito do bloco percorre o tradicional corredor da folia, o Barra-Ondina, arrastando multidões de foliões apaixonados pela batida envolvente da Banda Eva. A interação próxima entre o cantor Felipe Pezzoni e foliões cria uma atmosfera de cumplicidade, transformando cada desfile em um espetáculo emocionante de cores, dança e alegria. A história do Bloco Eva e da Banda Eva estão intrinsecamente ligadas à história do Carnaval de Salvador. Ao longo dos anos, tornou-se um dos blocos mais aguardados da temporada, sendo símbolo da fusão de tradição e modernidade que caracteriza a festa.

A contribuição da Banda Eva para a música baiana é inegável, e o Bloco Eva é a materialização dessa contribuição durante o fervor do Carnaval da Bahia. Assim, o Eva é mais do que uma simples manifestação musical; é uma celebração da cultura, da diversidade e da energia contagiante que fazem do Carnaval de Salvador uma experiência única e inesquecível.

 

O Bloco Eva é composto por um trio super potente, totalmente equipado com o que há de mais moderno em aparelhagem de sonorização e iluminação. A segurança no bloco é feita com total controle na delimitação de suas cordas. A equipe de produção é devidamente identificada e se divide entre cordeiros, seguranças e equipe de apoio. A estrutura de serviços oferecidos são:

  • Estrutura de segurança completa dentro das limitações da corda do bloco;

  • Estrutura de banheiros masculinos e femininos no carro de apoio;

  • Bar e Lanchonete para comercialização de bebidas e alguns tipos de alimentos;

  • Posto de atendimento médico e suporte ao folião.

  • Eva VIP: Serviço OPEN BAR de Whisky, cerveja, água e refrigerante e Snacks Gratuitos.


MONOBLOCO (SP)







O Monobloco é uma oficina de percussão durante o ano todo. Mas é mesmo no Carnaval que tudo pega fogo. Criado em 2000, o bloco se tornou um dos maiores da festa: tem quase 170 integrantes (sendo cinco vocalistas, um cavaco, uma guitarra e 160 percussionistas) e acumula mais de 500 apresentações! A banda leva aos foliões marchinhas tradicionais de João Roberto Kelly, samba de Cartola e Clara Nunes, xote de Alceu Valença, o forró de Luiz Gonzaga, o funk de MC Leonardo, até canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas e Tim Maia.




BLOCO DA CALIXTO (MG)








O Bloco da Calixto teve seu desfile de estreia em 2014, sendo um dos primeiros a participar da “volta” do carnaval de BH. Com o tema “África de todos os Deuses”, arrastou pelas ruas um público de 6,5 mil pessoas logo no seu primeiro cortejo.

E por falar em tema, os desfiles temáticos são a marca registrada desse bloco que todo ano traz um assunto diferente, e sobre ele são desenvolvidos o repertório e os figurinos que irão compor a festa. 

Os dois últimos enredos apresentados na folia foram “Bloco da Calixto nas Estrelas” (em 2019) e “Carnaval é uma Novela” (em 2020); esse último contou com 350 mil foliões no desfile antes da pandemia. O tema para 2023 ainda é um mistério, que deve ser revelado em breve.  

Todo ano, o público leva a sério a temática e costuma usar fantasias que combinem com o tema, a fim de deixar a festa ainda mais colorida e divertida. 

O bloco é comandado pela cantora e compositora Aline Calixto, que é carioca, mas mora em BH desde seus 6 anos de idade. A sambista costuma trazer muita energia, espontaneidade e alegria em cima do trio elétrico, além do apelo a favor da diversidade e contra o assédio.


ALINE CALIXTO

A cantora e compositora da nova geração do samba brasileiro, Aline Calixto, reconhecida por meio de vários prêmios e aclamada pelo público, é um dos destaques do Carnaval de rua de BH com o Bloco da Calixto, desde 2014. Considerado um dos maiores, ele carrega a marca da folia e do profissionalismo por onde passa. Além disso, é o único bloco da capital a ser liderado por uma cantora apenas. A cada ano, um novo tema encanta o público! Em 2024, o Bloco da Calixto convida a todos para viajarem no tempo com destino à atmosfera da infância dos anos 80 e 90! O período nostálgico, que é sucesso absoluto nas mídias sociais, nos faz lembrar muito mais que brinquedos e comportamentos, mas também a uma sonoridade marcante. Grandes sucessos como He-man (Trem da Alegria), Lua de Cristal (Xuxa), A Lenda (Sandy e Júnior), Super Fantástico (Balão Mágico), dentre vários outros hits que permeiam o imaginário coletivo, estarão em nosso repertório em uma nova versão, no ritmo carnavalesco.



EU ACHO É POUCO (PE)







Lítero Recreativo Cultural Misto Carnavalesco EU ACHO É POUCO foi criado por um grupo de amigos que havia se juntado para curtir a folia e criticar a ditadura militar em vigor no Brasil. Eram arquitetos, profissionais liberais, advogados e engenheiros. Boa parte morava no Sítio Histórico e os outros, residindo no Recife, estavam acostumados a seguir para Olinda para ver Pitombeira e Elefante passar. Antes do Eu Acho é Pouco surgir, o grupo de amigos já havia ironizado o período de repressão e restrições à liberdade de expressão com uma brincadeira que pode ser considerada precursora e pioneira - um pequeno bloco chamado Língua ferina. A tentativa de tornar mais suportável a vida sob a ditadura por meio da brincadeira e da gozação era, de fato, uma válvula de escape para foliões politicamente ativos.  Das línguas ferinas do coletivo nasceu a vontade de achar pouco e querer sempre mais. Assim passaram-se os anos, assim o Eu Acho é Pouco cresceu e virou um ícone do Carnaval pernambucano. Foi cantado em verso e rima por Alceu Valença, Getúlio Cavalcanti, Don Tronxo, Maurício Tapajós e Lenine. Em 1982, deu à luz a sua versão infantil, o Eu Acho é Pouquinho, também tingido de vermelho e amarelo. Essas cores, aliás, espalharam-se por Olinda e também pelo Recife. Podiam ser vistas em camisas e tecidos com ilustrações e estampas originais – concebidos e vendidos para garantir os recursos que viabilizam os desfiles durante a folia. Estavam nas fantasias inventadas por milhares de brincantes. Coloriam o estandarte e o famoso dragão que abre o cortejo.  Hoje, o Eu Acho é Pouco é organizado por uma segunda geração, composta de filhos, netos, sobrinhos, parentes e amigos dos fundadores. Desfila nas mesmas ruas e ladeiras da Cidade Alta nas quais estreou há quase quarenta anos sem nunca perder o espírito crítico ou o desejo de sonhar, porque um bloco de Carnaval se faz de sonhos, cores, sons, alegrias, algumas dores (porque sem elas não se vive, disso nós sabemos), símbolos e muitas, muitas, muitas pessoas. Um bloco de Carnaval se faz de suor, frevo, cerveja, samba, de bonecos gigantes e ladeiras repletas de gente fantasiada sob o sol do fim da tarde. De famílias, pais, mães, avós, irmãos, primos e amigos que se juntaram, em 1977, para criar uma agremiação, uma identidade, um país no meio da folia de Momo. De dragões, estandartes e histórias, muitas histórias.  De memórias, das lembranças que o tempo nunca apaga, de todos os que fizeram parte dele e já se foram, dos que a cada ano nascem e dos que ainda vão por aqui chegar. Dos seus músicos, da batucada, dos seus maestros, dos seguranças e daqueles que trabalham, silenciosamente no meio da maior barulheira possível, para que todos nós possamos brincar. Um bloco de Carnaval se faz de amor. Porque sem ele e sem o apreço pelo que há de mais característico da folia - a irreverência, a liberdade, a criatividade, a felicidade, o respeito ao outro - nada existe. A todos os que ajudaram o Eu Acho é Pouco a se tornar o que ele é hoje, nosso amor, sempre em encarnado e amarelo, e nosso muito obrigado. Porque este bloco de Carnaval hoje não é mais apenas um grêmio lítero recreativo cultural misto carnavalesco. É uma nação em vermelho e amarelo.






BANDA DE IPANEMA (RJ)











BANDA DE IPANEMA é um dos mais conhecidos blocos de carnaval do Rio de Janeiro, nascido em 1964 e que desfilou pela primeira vez no sábado de Carnaval em 1965. O bloco desfila no bairro que lhe dá nome, Ipanema, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, saindo anualmente da Praça General Osório no sábado, duas semanas antes do Carnaval, bem como no Sábado e na Terça-Feira de Carnaval. A banda foi fundada em 1965 por nomes como Albino PinheiroZiraldo, Fredy Carneiro] e o cartunista Jaguar, entre outros. O cantor Gilberto Gil cita a banda de Ipanema na música Aquele Abraço, de 1969. Sérgio Cabral em seu livro O abc de Sergio Cabral de 1979, faz uma citação sobre a Banda de Ipanema: ser padrinho ou madrinha da Banda de Ipanema é uma grande honra, como se vê pelos nomes escolhidos: Clementina de Jesus, Nássara, Eneida de Moraes, Bibi FerreiraLúcio RangelJoão de BarroLeila DinizAracy de AlmeidaClara NunesJoão NogueiraGrande OteloMartinho da VilaNelson Cavaquinho e Cartola.





FILHOS DE GANDHY (BA)










FILHOS DE GANDHY é um afoxé brasileiro fundado por estivadores portuários de Salvador no dia 18 de fevereiro de 1949. Contando com aproximadamente 10 mil integrantes, tornou-se o maior afoxé do Carnaval de Salvador, município e capital do estado da Bahia. Constituído exclusivamente por homens e inspirado nos princípios de não-violência e paz do ativista indiano Mahatma Gandhi, o bloco traz a tradição da religião de matriz africana ritmada pelo agogô nos seus cânticos de ijexá na língua iorubá. Utilizaram lençóis e toalhas brancos como fantasia, para simbolizar as vestes indianas.

Tradicionalmente a "fantasia" contém, além do turbante e das vestimentas, um perfume de alfazema e colares azul e branco. Os colares já são conhecidos tradicionalmente por "colar dos filhos de Gandhy", que são oferecidos para os admiradores como forma de desejar-lhes paz durante o carnaval e ao longo do ano. As cores dos colares são um referencial de paz e o afoxé enfoca Oxalá, que é o orixá maior. O branco e o azul intercalados é o fio-de-contas do Oxalá menino, o Oxaguiã, que correspondem: o branco a Oxalufã seu pai e o azul a Ogum de quem é inseparável; as contas são amuletos da sorte. E cada um usa de acordo com a indumentária, da maneira que se achar elegante, não existe quantidade fixa de contas para cada colar, nem quantos colares se deve usar.

Dentre as regras do bloco, determinou-se que as mulheres apenas poderiam participar assistindo aos desfiles e na confecção das indumentárias e roupas dos filhos de Gandhy, além de levar comida e bebidas aos participantes do desfile durante o cortejo.

O uso de bebida alcoólica também é proibido, por ir de encontro aos ideais de paz que inspiraram a criação do bloco.

Os colares tradicionais dos Filhos de Gandhy, feitos com miçangas brancas e azuis de Gandhy, também são parte de uma tradição peculiar: durante o Carnaval, são oferecidos em troca de beijos na boca.  

Em 1949 os estivadores eram tidos como privilegiados, dadas as condições econômicas da época que lhes favorecia e ao fato de não terem patrões. O trabalho era fiscalizado pelo próprio sindicato dos estivadores, o que lhes conferia um certo status. Data desse ano a fundação do bloco "Comendo Coentro", composto de um caminhão em que se instalaram vários instrumentos musicais, seguido dos estivadores, trajados finamente com o que de mais elegante existia: roupas de linho importado, chapéus "Panamá" e sapatos "Scamatchia". A festa era regada a muita comida e bebida e os estivadores chegavam a alugar barracas para a farra carnavalesca. 

Em 1949 com a política de arrocho salarial, numa verdadeira economia de pós-guerra, o Governo Federal interveio nos sindicatos, inclusive no sindicato dos estivadores, o que fez decair a renda dos sindicalizados. O "Comendo Coentro" não pôde sair às ruas devido à crise financeira que se abateu sobre os estivadores e porque eles não queriam desfilar em condições inferiores às do ano anterior. 

Surgiu, então, a ideia de levar um "cordão", ou bloco de carnaval, idealizado por Durval Marques da Silva, o "Vavá Madeira", com o apoio dos demais estivadores: Antônio de Emiliano, Aloísio Gomes dos Santos (Gaiolão), Fidelis Manoel dos Anjos (Panguara), Edgar Antônio Querino (São Cosme), Almir Passos Fialho (Mica), Herondino Joaquim Ribeiro, Homero Rodrigues de Araújo, Hilário José de Santana (Bigode de Arraia), Pedro Ferreira dos Santos (Pedro de Oiá), Francisco Xavier do Nascimento (Balbúrdia), Eduarlino Crispiniano de Souza (Dudu), Bráulio José dos Santos, Evilásio Sacramento (Baé), Hamilton Ferreira dos Santos (Lobisomem), Jaime Moreira de Pinho (Bexiguinha), Hermes Agostinho dos Santos (Soldado), Manoel Nicanor das Virgens (Zoião), Arivaldo Fagundes Pereira (Carequinha), Máximo Serafim Mendes (Quadrado), Manoel José dos Santos (Guarda-sol), Domiense Pereira Amorim (Domi), Cândido Rosendo de Matos (Cândido Elefante), Domingos Assis (Cara Feia), Suther Carlos Sacramento, Eduardo Teodódio dos Santos, Geraldo Ferreira da Costa (Tristeza), entre outros. 

Arrecadaram dinheiro e foram às compras, adquirindo lençóis para serem utilizados na confecção dos trajes, barris de mate e couro, com os quais construíram os tambores utilizados no acompanhamento do cortejo. 

O nome do bloco foi sugerido por "Vavá Madeira", inspirado na vida do líder pacifista Mohandas Karamchand Gandhi, trocando-se, entretanto, a letra "i" por "y", com a intenção de evitar possíveis represálias pelo uso do nome de uma importante figura do cenário mundial. Batizou-se então o bloco com o nome "Filhos de Gandhy". 

No segundo ano de desfile o bloco já contava com considerável número de participantes e admiradores. A partir de então foram sendo introduzidas as alegorias que representam os sentimentos de Mahatma Gandhi: a cabra - símbolo da vida e o camelo - símbolo da resistência. 

Em 1951 o bloco foi transformado em afoxé, por terem sido introduzidas músicas afros e o Camdomblé como orientação religiosa. 

No quarto ano de fundação do bloco, foram incorporadas novidades: o lanceiro, o fuzileiro e os porta-estandartes, com a função de fiscalizar e assegurar a ordem dentro do bloco. Vieram, ainda, se incorporar ao cortejo o elefante e o camelo maior. 

Em 1974 o Afoxé Filhos de Gandhy fechou por questões administrativo-financeiras, na presidência de Alberto Anastácio da Cruz. O bloco foi despejado de sua sede e todas as suas alegorias foram jogadas na rua. Durante dois anos o bloco não desfilou no carnaval de Salvador. 

Devido a várias campanhas de incentivo de radialistas, principalmente de Gérson Macedo (Rádio Excelsior), o bloco voltou a desfilar, sob o patrocínio de alguns dos seus participantes como Jaime Moreira de Pinho, Hermes Agostinho, Manoel Nicanor das Virgens, Herondino Joaquim Ribeiro, Almir Fialho dentre outros. 

Sob a presidência de Camafeu de Oxóssi (1976 a 1982) e com o apoio de artistas baiano, dentre eles Gilberto Gil, o afoxé retornou às ruas no ano de 1976 desfilando com cerca de 80 homens. 

O número de participantes foi crescendo consideravelmente, chegando a mil associados em 1978, devido à entrada de não-estivadores no bloco, chegando a 14 mil em 1999, ano do cinquentenário do bloco. 

Em 1979 o afoxé incorporou Raimundo Queirós como destaque, que representava o bloco em desfiles e viagens por todo o mundo, devido à sua incrível semelhança física com Mahatma Gandhi. Raimundo morreu em 17 de maio de 2006, aos 81 anos de idade.





AMIGO DA ONÇA (RJ)









AMIGO DA ONÇA - O grupo com seu estilo cômico performático se apresenta não só como bloco mas também no formato banda, trazendo em seu repertório, além de composições autorais, uma mistura de ritmos – que passa pelo pop, groove, salsa, rock, reggae, samba, funk, carimbó, maracatu, bumba-meu-boi, ijexá, baião , pagode baiano e pagodes dos anos 90.Lulu Santos, Milton Nascimento, Banda Eva, Gilberto Gil, Tim Maia, Bob Marley, Olodum, Só Pra Contrariar, Timbalada, Dona Onete, Baiana System, Anitta, Carlinhos Brown e outros artistas catalíticos são levados para cortejos e palcos de uma forma subversiva transformando o bloco num grande karaokê coletivo. Além dos hits, o Amigos da Onça também apresenta suas hilárias composições autorais, que é o ápice do seu show.




TIMBALADA (BA)










O BLOCO TIMABALADA teve sua estreia no Carnaval de Salvador em 1995, sob o comando de Carlinhos Brown, criador, mentor, compositor e responsável por unir os elementos percussivos que deram o tom à sonoridade do grupo. O lançamento do bloco se caracterizou pela venda de abadás que foram esgotados rapidamente.

Inicialmente, o grupo desfilava de forma independente, apenas com um carro de som e centenas de percussionistas tocando no chão. Apresentando cenografias e ideias inovadoras, as pinturas da origem e a força percussiva, o Bloco Timbalada conquistou o Troféu Bahia Folia na categoria de “Melhor Bloco Alternativo” no seu primeiro ano e a premiação prosseguiu nos dois anos seguintes.

Foi também a Timbalada que inaugurou o arrastão da quarta-feira de cinzas,  em 1992, um sucesso que acabou se tornando tradição para o fechamento do carnaval de Salvador.

Em 1996, a Timbalada ganhou o expressivo Troféu Dodô e Osmar com a música Margarida Perfumada.

Em 21 de fevereiro de 1998, Carlinhos Brown fez uma homenagem aos 30 anos do movimento tropicalista no Bloco Timbalada, que teve Marisa Monte e a dupla sertaneja Zezé de Camargo & Luciano como convidados.

O timbau em essência e suas letras engajadas, que abordam questões sociais e estimulam a cidadania, são traços marcantes da Timbalada, a exemplo dos hits “Camisinha” e “Água Mineral”, eternizados na história maior festa do planeta!

Em 2007, a música tema "Alegria Original" foi eleita a Melhor Música do Carnaval, um reconhecimento da qualidade musical e animação contagiante da Timbalada. Seu ritmo singular arrasta multidões por onde passa.

Dona de um ritmo próprio, a história do grupo e bloco se misturam. Com uma trajetória marcada por diversas formações e vocalistas talentosos que deram cara para as várias fases da atração.

A primeira formação contava com nomes como Ninha, Patrícia Gomes, Xexéu, Augusto Conceição, Denny, Alexandre Guedes e Fialuna. Em seguida, a fase mais marcante do bloco foi com o trio original Ninha, Patrícia e Xexéu. Desde então, o grupo passou por diversas mudanças em sua formação, com nomes como Amanda Santiago, Juju Gomes, Akira Takakura, Millane Hora e uma fase recente com Denny sozinho como vocalista.

 

Em 2017 o grupo apresentou uma nova formação com os talentosos Buja Ferreira, Paula Sanffer e Rafa Chagas como vocalistas.

O ano de 2020 marcou o retorno de Denny, um dos vocalistas mais icônicos da Timbalada, que passou a dividir os vocais com Buja Ferreira.

Em 2023, a Timbalada celebrou seus 30 anos com um desfile emocionante, homenageando sua história e representatividade no Carnaval de Salvador. No primeiro dia de desfile, Denny Denan, Buja Ferreira e a banda Timbalada comandaram a festa, enquanto no domingo, Carlinhos Brown liderou o bloco, proporcionando uma experiência única para os foliões.

Os responsáveis por embalar o público por anos na Timbalada, como Patrícia Gomes, Amanda Santiago, Paula Sanffer e Ninha, juntamente com o cacique, relembraram os sucessos que marcaram a história do Carnaval de Salvador, tornando o momento ainda mais emocionante.

Não perca a oportunidade de vivenciar uma das maiores experiências da sua vida e se juntar à nação timbaleira em 2024. Garanta agora seu lugar no bloco Timbalada e prepare-se para uma festa única e cheia de energia, ao som da música contagiante do grupo percussivo mais tradicional do Carnaval de Salvador.




TRIO ELÉTRICO DODÔ E OSMAR (BA)














DODÔ e OSMAR foram uma dupla de músicos formada por Adolfo Antônio do Nascimento (Salvador, 10 de novembro de 1920 - Salvador, 15 de junho de 1978) e por Osmar Álvares Macedo (Salvador, 22 de março de 1923 - Salvador, 30 de junho de 1997). A eles é atribuída a invenção do trio elétrico e da guitarra baiana, inicialmente chamada de pau elétrico.

Trajetória

Conheceram-se em um programa de rádio em 1938. Os dois estudavam música e eletrônica e pesquisavam uma forma de amplificar o som dos instrumentos de corda. A amplificação por volta de 1942 com a criação do "pau elétrico" considerado a primeira guitarra do Brasil, no carnaval de 1950, a dupla saiu em cima de um Ford 1929 escrito na lateral "A Dupla Elétrica" tocando em instrumentos adaptados as canções do grupo Vassourinhas Recife, que se apresentava na ocasião em Salvador. Em um ano fizeram aperfeiçoamentos e incluíram mais um membro, Temístocles Aragão, formando assim o trio elétrico em 1951. No ano seguinte uma empresa de refrigerantes, a Fratelli Vita, percebeu o enorme sucesso do trio e colocou um caminhão decorado à disposição dos músicos, inaugurando o formato consagrado por todos os carnavais até hoje.

Comemorando 50 anos, Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar sairá em 4 dias no Carnaval de Salvador

Em 2024, os irmãos Armandinho, Aroldo, Betinho e André Macedo comemoram os 50 anos de criação do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, surgido numa homenagem aos grandes criados de tudo, Dodô e Osmar. 

Se o Carnaval de Salvador é marcado pelas novidades, também mantém algumas tradições fundamentais e imperdíveis. Uma delas é justamente o Trio elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, com os Irmãos Macêdo. Se já era importante, com a passagem de Moraes Moreira, os irmãos seguem segurando a batuta dos velhos carnavais à base de frevos elétricos e guitarra baiana. Na festa, eles garantem clássicos imortais e um público tranquilo seguindo o trio.

Em 2024, quem quiser acompanhar o trio, sempre sem cordas, terá algumas opções. Primeiro no Furdunço, o pré-carnaval no domingo, dia 4. No carnaval de Salvador mesmo serão quatro dias de apresentações. Dia 10, sexta-feira, no Circuito Osmar/ Campo Grande. No domingo (11), segunda (12) e terça (13) eles batem ponto no circuito Dodô, da Barra até Ondina. No dia 9, quinta-feira, os irmãos estarão no Barreiras Folia, na cidade do Oeste baiano.

Clássicos históricos

Ao longo destas cinco décadas, o Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar fez história e deixou sua marca no carnaval baiano com diversos clássicos. Um repertório que continua reunindo boa parte dessas músicas imortalizadas por eles, como “Pombo Correio”, “Vida Boa”, “Chão da Praça”, “Frevo do Trio Elétrico”, “Viva Dodô & Osmar”, “Zanzibar” e “Chame Gente”. No Carnaval, a banda mantém os próprios clássicos e inclui outros da música universal, como “Bolero”, de Maurice Ravel, “Smooth”, de Carlos Santana e “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, em versões trieletrizadas.

Hoje é a banda de Trio Elétrico mais antiga da história, mantendo a formação dos quatro irmãos de seu Osmar, Armandinho Macêdo (guitarra baiana), Betinho Macêdo (baixo), Aroldo Macêdo (guitarra Baiana) e André Macêdo (vocal).

A trajetória do trio e dos irmãos Macêdo seguiu baseada em um repertório de frevos e marchinhas trieletrificados que rendeu muitos frutos. Entre eles estão uma discografia de mais de 15 álbuns e apresentações em turnês pela Europa, EUA, Canadá e México. Uma delas é a apresentação história no Montreux Jazz Festival na Suíça.




BACALHAU DO BATATA (PE)







BACALHAU DO BATATA é um bloco de carnaval que sai pelas ladeiras de Olinda arrastando uma multidão de foliões na quarta-feira de cinzas. O bloco, cujo estandarte é um bacalhau, juntamente com outros ingredientes culinários, foi criado por um garçom, chamado Batata, que trabalhava durante todo o Carnaval e não podia brincar devido o emprego e por isso criou o bloco para sair na quarta-feira de cinzas.

Histórico

A tradição do Bacalhau do Batata teve origem ainda em 1962, quando o garçom Isaías Pereira da Silva (falecido em 1993), e apelidado como Batata, organizou na quarta-feira de cinzas, um bloco carnavalesco destinado àqueles que, por trabalharam durante o período de festas momescas, deixavam de brincar o Carnaval.

ESTE ANO - A saída do bloco está prevista para as 9h30. O percurso do desfile segue a tradição: ladeira da Sé, Rua do Bonfim, Quatro Cantos, Ribeira, Varadouro, Largo do Amparo, com o retorno sendo feito no bairro do Carmo. A festa fica por conta com umas das melhores orquestras de frevo de Olinda e a presença ilustre do boneco gigante que representa o falecido Batata, garçom que idealizou o bloco. Com o passar dos anos, mais blocos e foliões foram aderindo e o carnaval, oficialmente encerrando-se na madrugada da terça para a quarta-feira, acabou sendo estendido.

Em 2007 a Escola de samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, homenageou com uma ala o Bacalhau do Batata, com referência ainda no seu samba-enredo: "E o Bacalhau do Batata na bandeja pra massa / Até o dia clarear..." O garçom Isaías foi destaque, representado por Irênio Dias. Ao todo, 14 fantasias diferentes representaram o bloco pernambucano, sendo que a Ala dos Compositores da Escola desfilou vestida de garçom.

















 

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